sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PRONTO - CHEGOU A HORA DAS EXPLICAÇÕES FISICO-QUIMICAS DO JEJUM .... . FÍSICO-BIO-QUÍMICA DO JEJUM . a partir do “Jejum Curativo’, adaptado de Mario Sanches .. APRESENTAÇÃO Físico-bio-química é, claro, um neologismo ; porém as reações do organismo humano são mesmo decorrentes das iterações [químicas] moleculares [físicas] no sistema [biológico], apoiando assim a licença linguística. Quanto aos jejuns, há tempos venho experimentando diversos tipos, formatos e extensões deles e sempre me deixava curioso o seu gerenciamento das energias. Ocorre que, nos anos ‘00’ – coisa dos inícios do século XXI – experimentei diversos jejuns com resultados inesperadamente positivos : aumento de energias no organismo, melhoria nas atitudes mentais, maior acuidade nos sentidos, aumento do bem-estar e, surpreendentemente, a eliminação de uma presbiopia [a famigerada ‘vista cansada’]. Especialmente neste caso, tentando compreender o fenômeno, fui à busca de referências e encontrei o livreto do Mario Sanches sobre jejuns, editado pela Madras e intitulado Jejum Curativo. O livro foi realmente um achado ; explica bem os mecanismos sistêmicos, e até mesmo propõe procedimentos para ‘viver de luz’. Embora já seja praticado por pessoas em todo o mundo, o próprio Sanches não o adota, mas prognostica que será o procedimento futuro da humanidade. Eu mesmo já incursionei pelos caminhos dos jejuns de longa duração ; foi durante um deles, experimentando 7 dias de jejum total, na 3ª semana de dieta líquida que, ao final da semana, notei o desaparecimento da presbiopia ; o evento se deu no 21° dia do jejum – muitos textos referem ocorrências de cura neste prazo – e o retorno [desjejum] deste procedimento em particular levou mais uns 10 dias. Pesquisando e cruzando referências sobre o assunto, acabei concluindo que nosso sistema biológico funciona muito melhor quando lhe aliviamos a carga de ter que lidar com a digestão. A VISÃO HISTÓRICA Sanches refere que somente 20~30 % da energia que usamos diariamente provêm da alimentação ; o restante, nosso próprio sistema produz – isso para quem não faz jejum. Em que pese o atual estado de desinformação associada à manipulação promovida pelos lobbies dominantes, a ciência oficial tem comprovado o poder de nosso sistema biológico e seus sistemas automáticos de energização. Nosso sistema é automático mesmo ; e a alimentação compõe o binômio comida-prazer, e não o comida-necessidade ... Ainda mais, há comidas que interferem com nosso automatismo natural, prejudicando o funcionamento do organismo ! Mas água, ar, luz e sucos de frutas são a receita ideal para a cura dos nossos males. Não é o que nos dizem nossos médicos e nutricionistas, muito menos o que vemos e ouvimos na mídia ; há que se levar em conta, entretanto, que eles estão seguindo os ditames de seus patrocinadores. A classe médica, em particular, tem sido vitimada por falta de conhecimento relacionado aos jejuns, a tal ponto que se recusam a aceitar provas de que jejum pode curar; é que as escolas e universidades, vítimas de preconceitos materialistas mal versados, vêm ao longo de séculos inculcando o falso conceito da necessidade alimentar. Transformaram assim a relação original e válida de comida-prazer em comida-necessidade , veiculando a conclusão equivocada de que quem não come, morre ! A realidade é bem diversa das verdades médicas : é a comida equivocada e em excesso que provoca o perigo da nossa extinção como espécie. A visão médica ainda tem por base modelos cartesianos – mente é uma coisa, corpo é outra ; organismo funciona como um relógio, sempre da mesma forma – inculcados desde que Descartes publicou suas teorias, nos idos do Século XVIII ; mas a realidade é holística, assim como nossos sistemas orgânicos – e, por exemplo, um fígado pode perfeitamente acumular funções de pâncreas caso seja imprescindível ... O homem vem morrendo pela boca, fisgado por ideias preconcebidas que, cada dia mais, vem inviabilizando a assim chamada ‘vida moderna’ pelo condicionamento intoxicante dos alimentos ... Jejum é coisa bem conhecida desde sempre ; há 3 mil anos, Moisés já denunciava os erros da alimentação da época, divergente da original, frugívora, especificada pela natureza na criação do homem ; e jejuou antes de subir ao monte e receber as tábuas ; até anunciou a vinda de um profeta salvador ... Depois, há 2 mil anos, veio J.C. que ensinou com livrar o homem do ‘pecado original’ ... e jejuou por 40 dias antes do seu Sermão da Montanha ... E o que foi que ele ensinou ? a dietética do jejum ! “Olhai os lírios do campo ...” é um bom exemplo ; não se preocupam com o que comer nem vestir, mas estão sempre fortes e esplêndidos. Neste mundo alucinado por vícios alimentares e ilusões da mídia, jejum é um choque medonho ; como há 2 mil anos, a dietética prega que “não é necessário comida para ter saúde ; o jejum cura ; a comida necessária é pouca e simples – só para dar prazer !”. Mas não demorou muito e sua ‘boa nova’ foi consumida pelos poderes dominantes ; no Século V nada mais se conhecia da base dietética do cristianismo. Hoje em dia, ninguém mais se dá conta de que o Sermão da Montanha foi apresentado depois de 40 dias de jejum no deserto. TUDO TEM A VER COM ENERGIA ! Ar, água, luz ; esta seria a alimentação ideal para o ser humano ; muitas vezes estes 3 recursos estão condensados na forma de sucos, polpas de frutas e mel, alimentos simples e puros, os mais aconselháveis para nossa dieta. A dietética do jejum tem por fundamentos os mais avançados conhecimentos científicos da atualidade. Todas as disciplinas da ciência – biologia, química, física, antropologia, a do metabolismo celular – concordam em que o máximo de energia e o mínimo de processamento metabólico estão nas polpas das frutas. Mas as técnicas da nutrição incorrem no engano de – embora a par das premissas científicas de que glicose-frutose é a energia básica do ser humano – ainda deixar à parte a realidade e ensinar, como fato consumado, que o costume dietético é que o homem come de tudo ! Trata-se de uma conclusão estatística, baseada em modelo médico e divorciada de realidade, a respeito do que o ser humano usa como alimento ; uma tese que conflita com a premissa científica sobre energias e produtos do sistema biológico humano ! Nosso sistema recebeu da natureza mecanismos físicos e bioquímicos poderosos e variados para reagir a compostos e energias estranhos e que lhe possam ocasionar prejuízo. Têm especificamente por base as enzimas ; são compostos orgânicos de cadeia proteica longa, com funções semelhantes às dos catalisadores – aceleram ou mesmo possibilitam reações que, de outra forma, não ocorreriam ou demandariam enormes quantidades de energia para que se dessem. Assim é que nosso corpo dispõe de produtos para quebrar, neutralizar, compor, transformar e absorver tudo aquilo que seja de interesse à sua higidez, e também eliminar o que não lhe for útil. Ao nos alimentarmos com ar-água-luz-glicose-frutose e uns poucos sais minerais biodisponíveis presentes nas vitaminas das frutas, nossas enzimas vão, rápida e facilmente, compondo e recompondo produtos para extrair as energias necessárias a fazer funcionar nossos sistemas orgânicos. Por outro lado, ao comer em demasia aceleramos a ‘máquina’ além da conta e o organismo elimina compostos que deveria reutilizar ; ao comer errado, vamos mobilizar enzimas específicos à decomposição dos materiais indevidos para produzir novos compostos neutralizantes, eliminando ou reconvertendo os impróprios. Só que isto tudo custa energia, materiais e esforços do corpo, levando a excitações indevidas e desvios de forças ... Pior ainda, ao repetir os erros de alimentação ao longo de anos e mais anos de glutonia a fio, a pessoa fica repleta de enzimas e anticorpos para combater e, de alguma forma, extrair energia e compostos necessários ao metabolismo a partir de material inútil, sobrecarregando seus sistemas e adoecendo ; eventualmente, vem a falecer. Assim opera o mecanismo das doenças e morte do corpo humano. E AGORA . . . ALGO DE QUÍMICA ORGÂNICA Nós funcionamos por conta de reações entre compostos orgânicos – aqueles que têm átomos de carbono em sua composição – e obtemos energia pela queima de açúcares. Essencialmente, nosso fornecimento de energia tem início nas plantas, com a fotossíntese, processo que acumula energia por meio das hexoses – hidrocarbonetos [HC] de 6 carbonos. Na produção de glicose / frutose, ocorrem 2 ciclos bioquímicos : fixação da energia e composição de pentoses ; o conjunto compõe o processo da fotossíntese. FOTOSSÍNTESE Na clorofila, uma molécula orgânica com um átomo central de magnésio [Mg], a luz é processada pela fixação de fótons em um elétron do magnésio ; ele a seguir se libera do Mg que coleta outro elétron livre e não carregado ; o elétron com carga excessiva vai dissipar seu excesso nas células vegetais, produzindo fosforilação acíclica [fósforo – P – e adenosina formam fosfatos] e reação de Hill [fotólise da água]. Na fosforilação formam-se inicialmente fosfato de adenosina [AMP], depois difosfato [ADP] e por fim trifosfato [ATP]. O ATP é a verdadeira bateria bioquímica – o P se desliga facilmente, descarregando a energia de ligação com os elétrons – e o corpo pode usa-la nos seus serviços. HILL Na reação de Hill, libera-se o oxigênio [O] da água [H2O] e se une o hidrogênio [H2] ao gás carbônico [CO2] , disparando o ciclo das pentoses. PENTOSES Ainda nas plantas, este ciclo vai sintetizar as cadeias hexagonais dos hidrocarbonetos – glicose e frutose – por conte de um engenhoso processo de ‘bate-bola’ com os ATPs. Jogando com CO2 e H2O, compostos fáceis e abundantes na natureza, a planta retira uma carga do ATP e o reduz a ADP ; completando algumas moléculas, forma trioses [HC de 3 C] ; é uma engenhosa artimanha química com baixo consumo de energia ! – a natureza é sábia, vai pela lei do mínimo gasto . De cada 12 trioses nessa colagem química à custa dos ATPs, as células fazem somente 1montagem de 1 glicose com 2 trioses e rompem as outras 10 trioses em 6 pentoses ; novamente acionadas com CO2 e energia dos ATPs, vão romper as pentoses em trioses ! Coisa de gênio ! ! Dá até para entender o truque : tentando subir diretamente as pentoses em hexoses, seria necessário usar muitos ATPs ; mas unindo e rompendo em seguida a cadeia, economiza-se ATP pois o ciclo reusa as ‘faiscas’ das ligações que se abriram ... e assim as células produzem glicose / frutose à baixa energia ! GLICÓLISE e o ciclo de Krebs É a quebra de hexoses, o HC monossacarídeos de cadeia sextavada com 6 carbonos, os mais poderosos combustíveis biológicos ; seu ciclo é o da respiração aeróbica. Seu segredo para a quebra das hexoses está nas enzimas – veja na folha 2 . Adiante veremos a descrição no ciclo mais importante do nosso produzindo CO2 e H2O e ainda sintetizando 38 ATPs ; é o maior rendimento na química celular, carregando 38 baterias para usar em qualquer serviço, desde sintetizar compostos até operar nervos e músculos, e mesmo aquecer. KREBS Agora, coragem ... muitos nomes estranhos. O ciclo de Krebs tem inicio com o acido pirúvico unindo-se a uma coenzima própria depois de ter liberado CO2 e H2, ficando reduzido a acetil ; é a coenzima A [Co-A]. Sob ação da Co-A, temos o composto provisório acetilcoaenzima A ; ao receber H2O e acido oxalacético da reação orgânica anterior do Krebs, a Co-A se alija e o composto vira acido cítrico ; este continua a ser quebrado e solta mais H2 e CO2 e retorna a ser acido oxalacético ; este reinicia o ciclo com mais Co-A de outro acido pirúvico. Neste ciclo vai sendo feita a carga dos ATPs necessários ao funcionamento das células – à custa das hexoses produzidas na fotossíntese. Krebs funciona em qualquer ser vivo ; nós, humanos possuímos em nossas células, como final metabólico, este ciclo ; é desta forma que obtemos toda a energia necessária ao corpo, pela respiração. O que queimamos não é O2, mas glicose ! O O2 mantém o circuito funcionando ao reter H2 e formar H2O ; é isso mesmo, o corpo produz até mesmo a própria água – é a chamada água metabólica. Gastamos cerca de 6 quilos de glicose ao dia ; pela alimentação, consumimos uns 600 gramas de glicose. É só fazer as contas : 9 / 10 da glicose que consumimos é produzida pelo próprio corpo, por meio de reciclagem ! . . . E NO JEJUM . . . Chegamos agora ao “X” da questão : se o O2 só retém os H2 e se há suficiente glicose nos sistemas para diversos meses de queima, e se Krebs é o ciclo de obtenção de energia na metabolização ... COMO SE PODE VIVER SOMENTE DE AR E LUZ ? A resposta se encontra em um erro de ótica da ciência de hoje em dia : ela conhece o ciclo das pentoses e afirma que ele somente existe no reino vegetal com clorofila. Mas sabemos que a clorofila é um redutor de fótons captados no elétron externo do Mg central da clorofila ; sabemos que todos os seres vivos têm Mg nos seus sistemas ; sabemos que o organismo faz muitas sínteses muito complicadas, usando enzimas, como a da Vitamina D1 [ergosterol] e da Vitamina A [a partir do caroteno] na pele ; sabemos que o acido cítrico se transforma em glicose no estomago ; então, como explicar o ciclo das pentoses em nosso organismo ? É simples ; basta compreender que o fóton retido pelo elétron do Mg ocorre mais no corpo exposto ao sol do que naquele coberto por roupas, encerrado nas casas, do homem de hoje afastado da natureza. Se a pessoa se puser ao sol, respirar profundamente, mantiver uma dieta não corrompida, seu corpo vai automaticamente acionar os esquemas para recompor hexoses quando houver falta de ‘força’ para compor materiais ; é natural, algo que todo protoplasma possui. São só 6 ATPs para recompor 1 glicose pelo ciclo das pentoses – usando as coenzimas que serão multiplicadas à medida da necessidade ; não havendo elétrons suficientes a ser ativados por fótons, a quebra da glicose gera 38 ATPs. Fazendo as contas, as células não têm qualquer problema em usar 6 ATPs para compor 1 glicose ; teoricamente, ainda estariam ‘ganhando’ 32 ATPs em cada ciclo de pentoses. Só que isso não ocorre quando temos alimentos em excesso no organismo ; para processa-los, o corpo desmobiliza as enzimas do ciclo ... Como é que os cientistas não conseguem admitir estes fatos ? Simples, eles nunca foram pesquisar esses ciclos no ser humano, nem se interessaram em alterar os hábitos alimentares que encobrem e substituem os mecanismos automáticos ! Não é possível afirmar que os ciclos das pentoses ocorram naturalmente ; quando ocorrem, exigem condições especiais ; usualmente, estamos sempre muito ocupados lidando com outros produtos ... Alguns alimentos com efeitos destrutivos e antienergéticos – somando as ATPs necessárias para colher, estocar, preparar, mastigar, deglutir, digerir, quebrar moléculas, absorver, converter, neutralizar e eliminar do corpo, o total é muitas vezes maior do que o sistema consegue usar – como por exemplo carnes de porco, gorduras de boi, pimentas, massas fritas, clara de ovo, todos os embutidos de carne, conservas, enlatados, alimentos com conservantes, etc. Por deixar de comer, ficamos mais bem alimentados do que ingerindo alimentos que produzem gastos orgânicos maiores do que a energia que fornecem ! Ainda mais, há comprovação científica destes fatos, quem se interesse pode busca-las facilmente na Internet. CONCLUSÕES A idéia de que ‘jejum enfraquece’ é absurda, fruto da má informação e dos enganos que nos são impingidos. Um verdadeiro absurdo ; se fosse mesmo verdade, nossa energia não aumentaria com a redução das eliminações. Todo testemunho de pessoas que fizeram tratamento de obesidade confirma que, ao reduzirem a alimentação, as gorduras do corpo vão sendo digeridas para atender às necessidades do organismo. Na realidade, quem jejua – iniciando com 2 dias, depois 3, 5, etc., intercalando jejuns com alimentos corretos de sucos de frutas – tem nos primeiros dias uma urina espessa e de cor forte ; mais adiante, ela clarifica e seu volume diminui ; somem suor e vapor de água pulmonar ; o CO2 se reduz ao mínimo ; a energia e a imunidade sobem e se mantêm altas. Quanto mais jejum a pessoa faz, mais longos eles podem ser e melhores serão suas condições mentais e orgânicas. Não tem mistério, é somente SABER O QUE SE ESTÁ FAZENDO ! JEJUM, PESSOAL ; O FUTURO VEM AÍ. ! Nick.