terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vejam a seguir a versão 2012 dos jejuns ; próxima postagem - a fisiologia do jejum, aguardem ... d:\dados\ saúde \ higienismo \ jejuns \ os jejuns e eu. OS JEJUNS E EU . meu testemunho sobre a prática de curas usando técnicas de jejum – edição 2012 .. APRESENTAÇÃO Jejuns têm sido usados desde sempre para purificar o organismo. Há muito que as pessoas perceberam esta possibilidade, e costumavam jejuar como forma de eliminar sintomas indesejados dos seus corpos. Hoje em dia, até mesmo as principais religiões do mundo estimulam a prática, em justificativas convenientes a cada uma. Entretanto, os jejuns não são lá muito bem vistos pela classe alopática, uma vez que não dependem de medicamentos nem exames nem consultas ... e nem de alimentos industrializados. Criou–se então um esquema contra jejuns – a tal ponto que qualquer tentativa de menção aos procedimentos promove reações em mais de 90 % das pessoas às quais se comunica o assunto ; são reações à novidade, com forte componente preconceituoso. Aliás, há de se entender o fato – jejum traz consigo o estigma de ‘inanição’ ; porém essa ligação entre os dois conceitos vem somente como fruto de séculos a fio inculcando nas pessoas a ‘verdade’ alopática de que ‘tem–que–comer–pr’á–ficar–forte’. A realidade, entretanto, é outra : comer desgasta. Mastigação, digestão, absorção, preparo do quimo e eliminação, todos são processos que demandam bastante energia. E a alimentação usualmente deixa resíduos tóxicos e ácidos, que desembocam na promoção de edemas e sintomas, com os conseqüentes aumentos de peso e mal estar. Comer menos descansa ; e o jejum, então, descansa mesmo, promovendo uma pausa para que o organismo se recupere, colha energia e promova sua própria cura. Fica então o alerta – tratem de comer menos – e melhor pois, na realidade, somente precisamos de uma boa e completa refeição por dia – feita à noite, logo antes de dormir ! [consultem cronobiologia.doc]. Vejam as muitas referência – na Web há inúmeras – e as livrarias, que têm excelente material impresso – sobre jejuns e recuperação da higidez. Visitem também o blog do GrupoNick, com matérias de peso sobre nutrição e saúde – vejam o endereço no rodapé. Assim talvez em breve as pessoas estejam gozando de mais saúde e livres da atual pandemia de obesidade que se abateu sobre todos nós ... TÉCNICA Jejuar é fácil, porém requer comprometimento com a recuperação da própria saúde [que é o difícil do caso ...], e que a pessoa abra mão de alguns apegos. As pessoas foram habituadas aos apegos – ao nome, ao ego, aos bens, às aparências, aos alimentos e por ai vai – e não costumam abandonar aquilo a que foram habituadas a ter, nem se sentem seguras frente a novidades. Em especial, é muito difícil abandonar os hábitos de alimentação ; mesmo errados e mal versados, são um ‘patrimônio’ das pessoas ... ‘Novidade dá medo’, é o que geralmente se diz e o que a grande maioria das pessoas pratica sem saber ; entretanto, novidade é uma preciosa oportunidade de aprendizado ... fato que todo mundo tenta esconder dos outros, para não ficar tido e havido como ‘diferente’. Ah, diferente também incomoda ; e, hoje em dia na nossa sociedade, ser feliz também ! Que coisa, n’é ? mas é assim que a maioria vive – como uns robozinhos – é só apertar os botões certos, e você consegue o que quiser das pessoas ! Mas vamos à técnica : de início, há que ter a decisão de abandonar alimentos ; para isto é que se precisa abandonar os tais dos apegos. Feita a decisão, o corpo já começa a responder com desinteresse por alimentos. Então é só aproveitar o ensejo e ir pulando refeições ... começar por não fazer o desjejum habitual mas tomar alguma água, talvez com umas gotinhas de limão maduro. No outro dia, pular o desjejum e os ‘lanchinhos’ da manhã, substituindo por água ou suco de fruta natural, coado e não adoçado. Chegado o terceiro dia, pular desjejum, lanchinhos e o almoço, trocando por água ou suco. No quarto dia, pular desjejum, lanchinhos, almoço e os ‘cafezinhos’ da tarde e trocar por água ou suco, ou mesmo alguma fruta. Quinto dia : nada de desjejum, lanchinhos, almoço, ‘cafezinhos’ e trocar a janta por suco de fruta ou fruta mesmo ; quando você se der conta, já lá se foram 5 dias e você está em jejum ! Daí por diante, cabe a você decidir : contínua o procedimento ou vai aos poucos retornando, só que não ao cardápio usual, mas a um mais nutritivo e menos desgastante para seu sistema. Aproveite e consulte mais referências sobre os jejuns, no JEJUNS.doc. Para saber o que comer, veja o material de referência em UM CARDÁPIO BÁSICO.doc e também no FRUTAS – O RESUMO ... .doc ; igualmente, há excelentes dicas nos O QUE COMER.doc e O QUE EVITAR.doc. Mas atenção : nos três primeiros dias, seu organismo faz uma ‘senhora faxina’ de ácidos e toxinas, causando uma série de reações ; veja em REAÇÕES DE DETOX.com uma listagem já comprovada dos sintomas – todos mentais – que costumam aparecer. E não dê muita atenção a estes sintomas de reação, eles são puntuais e somem em questão de minutos. Você pode eliminar toxinas pela pele e no muco, então trate de se higienizar muito bem – principalmente de manhã – ; veja como no VÁ TOMAR BANHO !.doc. Outra técnica, muito usada no Oriente e países nórdicos, é fazer um ‘corte’ na vida alimentar pregressa : no dia do início do jejum, parar de vez com toda comida e somente tomar água e sucos. Eu mesmo já testei as duas opções, prefiro a segunda, veja por que logo a seguir. Consulte também The Fasting History, do H. Sheldon, um dos precursores do jejum nos EUA. Há mais material sobre jejuns no meu blog, www.grupo-nick.blogspot.com, visitem–no à vontade. E, claro, ‘tem o google’ ... com centenas de links ao assunto ; muita coisa mesmo ! A experiência e as pesquisas realizadas em todo o mundo sobre jejuns têm apresentado resultados consistentes sobre a forma de se iniciar um jejum : o início tipo ‘corte’ causa mais estresse no começo, mas torna mais fácil manter os procedimentos no longo prazo – as pessoas que fazem um ‘corte’ na vida pregressa e partem para novo procedimento – alimentar, nutricional, de saúde ou do que seja – raramente retornam aos antigos hábitos ; já aquelas que usam o método gradativo têm mais facilidade inicial com os novos procedimentos, por conta de menos estresse envolvido na passagem ... mas acabam voltando aos vícios antigos com maior frequência. Aparentemente, então, quem faz o ‘corte’ acaba, ao longo do tempo, ficando com mais ‘jogo de cintura’ e os que fazem o progressivo ficam mais sujeitos às tentações gastronômicas. Minhas experimentações com jejuns longos em técnica de ‘corte’ têm demonstrado que o melhor é iniciar o jejum com sucos coados ; eu costumo usar suco de laranja ou pomelo, que também ajudam a desintoxicar o fígado. Costumo fazer 5~7 dias de suco, seguidos de outros tantos de água ‘leve’ – veja como faze–la no ÁGUA–CÁLCIO–IODO.doc e daí continuar com água até o encerramento do jejum. Às vezes, perto dos 21 dias, passo e um jejum de ‘ar–e–luz’, mas cuidado – somente consegui passar a está fase após longos anos de treinamento ; além disso, está fase requer muito recolhimento e tempo dedicado a meditação ; na vida de cidade, isto não é nada fácil ... A saída do jejum é passo importante para obter sucesso no procedimento. No primeiro dia, somente tomar várias doses de suco de fruta, coado ; fruta cítrica é melhor, pois ajuda mais na alcalinização. No segundo, pela manhã aumentar o volume das doses ; à tarde, passar a suco sem coar. Terceiro dia – suco integral de manhã, fruta inteira à tarde. Quarto dia – fruta de manhã, suco de clorofila à tarde, jantar somente alimentos crus. Do quinto dia em diante, prosseguir com uma alimentação segundo a cronobiologia e um cardápio básico ; quanto mais tempo levar sem alimentos cozidos melhor ; preparações ‘ao fogo’ abatem qualquer benefício que se tenha obtido no jejum ... Em jejuns longos, a saída também é mais longa ; acima de 21 dias de jejum, recomenda–se 5 ou mais dias para cada uma das fases descritas no parágrafo acima. E, claro, nada de alimentos processados – somente refeições com alimentos crus. TESTEMUNHO Há cerca de 10 anos, quando tomei ciência do higienismo e apliquei a técnica em um procedimento de nutrição desintoxicante – a tal da desacidificação / detox – percebi que comer menos dá mais energia. Curioso com a constatação, fui à luta e, depois de meses e mais meses de pesquisas, fiquei com um importante acervo de informações sobre alimentação, vegetais na nutrição, jejuns, limpezas corporais, combinação de alimentos, e muitos outros assuntos, além de todo o volumoso material de higienismo no qual havia sido instruído e que já tinha experimentado com sucesso. Enfim, chegou a hora de experimentar. Comecei co um jejum de 3 dias ; foi um terror ; as reações vieram logo no segundo dia e me deixaram com muito mal estar ; no terceiro dia, abandonei o jejum. Mas algo me dizia que não era impossível continuar ; então fui às referências de novo, e consegui importantes depoimentos de situações iguais à que havia passado, e como a pessoa conseguiu evoluir no jejum. Lembro–me bem de um caso em que a pessoa – vamos chamar de Jane – contava sua vivência na clínica do Dr. Jensen, nos EUA, e o que se passou depois de feito o jejum. Relatava que se sentia em excelente forma, usando os alimentos recomendados e evitando as ‘delícias’ da gastronomia ou das cafeterias. Funcionou por um tempo mas, aos poucos, foi experimentando um cafezinho aqui, um capuccino acolá, e algumas bebidinhas nas festas ... e quando deu por si estava tomando o seu habitual café–com–leite no desjejum, e o seu pão–com–manteiga, e tudo o mais que costumava comer antes do jejum. Dizia ela que era preciso se manter sempre atento, no controle das ‘vontades’ e resistindo às tentações. E contava que, depois de algum tempo, voltava a ter que fazer outro jejum. Pois é, a experiência tem mostrado que, com o passar do tempo, a gente tem mesmo que rever a dieta que prática e, sendo preciso, refazer os procedimentos de jejum. O próprio Sheldon, no seu ‘The Fasting History’, aconselha que as pessoas façam periodicamente uma retomada dos jejuns. Mas voltando ao meu testemunho, depois da experiência dos 3 dias, achei bom fazer um procedimento de 5 ; os 2 a 3 primeiros dias foram sofridos mas, depois do 4°, foi ‘só alegria’ ! Feito o de 5 dias, parti – após algum tempo – para um de 10 ; as experiências se repetiram : 3 de mal estar, os outros bem tranqüilos. Mas sempre apareciam algumas reações de detox durante os tempo de jejum ; indo às referências, encontrei uma informação bastante interessante : nossa mente é reativa e faz ‘de tudo’ para retornar às situações sem novidades ; mas ela somente consegue se manter reativa por 3 semanas ; depois do 21° dia, ela ‘joga a toalha’ e passa a assumir as novidades como rotinas. Foi então que resolvi fazer outro experimento de jejum, por mais de 21 dias ; o resultado foi muito interessante com a mudança de sensações após a 3ª semana. Aliás, devo relatar algo digno de nota : antes desse jejum de 21 dias, eu tinha dificuldades de acomodação na leitura – a tal da ‘vista cansada’ – e precisava de óculos para parto. Durante o jejum, a cerca de 21 dias do início, estava eu fazendo as palavras cruzadas de sempre (sao ótimas para manter a memória ativa) com certa dificuldade na leitura, pois não estava com os tais óculos quando, inopinadamente, as letrinhas entraram em foco e eu passei a ler com facilidade. A partir de então, nunca mais precisei de apoio para a leitura ! milagre ? que nada, foi o corpo se curando pelo jejum. Outro evento notável foi a recuperação hepática : há alguns anos documentei um procedimento para comparar o efeito de um jejum no organismo : passei por uma bateria de exames clínicos e de laboratório antes do jejum ; entrei em jejum – um prolongado, por sinal – e refiz toda a bateria de exames. Os resultados antes do jejum apresentavam níveis normais de marcadores e carga viral ; após o jejum, para surpresa geral, os marcadores haviam sumido, e a carga viral resultou indetectável. É o poder de cura do organismo descansado e energizado em ação. Ainda neste ano, há alguns meses, iniciei um programa de treinamento físico em uma academia ; fizeram os exames e medições de praxe , e ... detectaram uma hipertensão arterial ; ocorre que eu sempre fui hipotenso, e braquicárdio ; então estas ‘novidades’ não tinham explicação ! Analisando as ocorrência anteriores aos exames, percebi que havia saído do procedimento higienista por algumas vezes em fins de semana seguidos [inclusive comendo carne – argh – e produtos com muito sódio] ; ai estava a explicação para a alteração. Pois bem, entrei em jejum – sem interromper os treinos na academia – e, em questão de 5~7 dias estava nos usuais 11 por 7. Além disso, estava lidando com uma artrose na mão esquerda, que há muitos meses não cedia ; com o jejum, o incômodo sumiu, os movimentos e a força na mão voltaram ao normal. Sobre o assunto da saída do jejum, quero comentar o ocorrido em 2012 : foi um jejum de 5~6 semanas que encerrei a meados de setembro. Seguindo o protocolo de saída, ao final do mês fui convidado a um almoço de aniversário para o qual o dono da casa fez pratos de macarrão bem temperados ; na ocasião eu estava no nível de frutas-crus-legumes – e só ; deveria ter me furtado a comer os cereais mas, por conta de não desagradar ao ‘cozinheiro’, aceitei também os macarrões – por sorte, os menos temperador . Pois bem ; no dia seguinte passei por uma reação de intoxicação voltada a distúrbio de comportamento ; por sorte, recebi excelente apoio em casa, conseguindo superar a crise sem maiores dificuldades. Vale então reforçar a necessidade de atenção aos procedimentos ; como em uma ‘alopática’, a cura nutricional também deve receber cuidados e obedecer a critérios já testados e determinados. CONCLUSÃO Jejum é bom, faz bem, mas é como rapadura – é doce, mas não é mole não ... Dizem os textos que, no reino da Natureza, o Rei criou os alimentos ; os feiticeiros – que têm parte com o ‘Demo’ – inventaram a culinária ... e os bobos da corte desenvolveram a gastronomia. De fato, cozinhar alimentos parece coisa de bruxa, com os caldeirões, poções e temperos adicionados para surtir efeitos. Gastronomia, então, faz as preparações aparecerem como obras de arte, ma sem muita atenção ou respeito às qualidades e características nutricionais dos ingredientes nem de sua mistura. EU E OS JEJUNS ... UM CASO DE EMPATIA ! Nick.

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