segunda-feira, 28 de setembro de 2009

feijão

Esta preparação é de um feijão que não pesa, nem é indigesto, nem estufa a barriga ... e nem 'cheira', depois ... hehehe.
Experimentem, vocês vão se surpreender !



.
. . . FEIJÃO, FEIJÃO, FEIJÃO . . . .

Como no refrão da música do Gonzaguinha, “feijão tem gosto de festa; é tão bom e mal não faz; ontem, hoje, sempre, feijão, feijão, feijão ... ; o ‘preto que satisfaz’ . . .”.
A realidade, entretanto, é um pouco diversa; os feijões podem sim fazer mal, se preparados de forma indevida ou ingeridos com misturas impróprias de alimentos.
Os feijões fazem parte do grupo das leguminosas, que compreende todos os tipos de feijões, lentilhas, ervilhas secas, grãos–de–bico.
São alimentos ricos em proteínas, e ai reside o risco em come-los.
É que as proteínas, embora necessárias ao corpo na formação e recuperação de tecidos, são de digestão mais difícil – de fato, tão difícil que sua digestão somente é feita nos intestinos [enquanto, por exemplo, que a dos carboidratos já é feita diretamente no estômago].
Ocorre ainda que a maioria dos feijões é da classe dos alimentos muito acidificantes que devem então ser comidos com cuidado ; a única exceção é o feijão fradinho, que é alcalinizante e pode ser ingerido mais livremente ; o grão–de–bico e a ervilha também são acidificantes, mas de forma leve.
Para se fazer uma “boa” leguminosa, veja abaixo uma receita.
Preparada segundo o método de nutrição clássica, este processo usa o conceito do ‘alimento vivo’, desenvolvido em pesquisas nos últimos 50 anos pelo Dr. Jensen, um médico americano mundialmente famoso no campo da nutrição.
Foi ele que criou o nome de “living food” para o conceito de alimento vivo; no caso das leguminosas, faz com que os grãos transformem, mesmo antes do cozimento, as proteínas em carboidratos e aminoácidos, tornando sua digestão muito mais fácil e rápida.
O processo de cozinhar alimentos vivos aproveita a característica dos grãos de tenderem a germinar sob certas condições e, nesse instante, é que se faz seu cozimento.
A cocção, também, fica muito mais rápida; o sabor, então, é surpreendente !
Vamos à receita – é a do chamado “feijão de 4 águas”:
Primeiro, escolha muito bem o produto; não o lave, escolha a seco.
A seguir, deixe de molho por 10 a 12 horas em recipiente de vidro ou inox, para hidratar os grãos ; cuidado com utensílios e panelas de alumínio, eles soltam óxidos que são prejudiciais à saúde.
Escorra então a água e deixe sobre uma peneira ‘tomando ar’ por mais 4 a 6 horas para iniciar a brotação ; cubra com papel toalha ou pano de trama fina, evitando a entrada de pó e detritos.
Ponha a ferver em fogo baixo, numa chaleira, água suficiente para 4 vezes o volume da leguminosa ; por exemplo, 1 xícara de feijão fradinho para 4 xícaras de água.
Enquanto esta água está esquentando, coloque a leguminosa em outra panela [vidro ou inox] para um pré cozimento, com volume de água 2 vezes o da leguminosa ; no caso do exemplo, 2 xícaras de água ; use fogo bem baixo [para perder o mínimo das vitaminas e outras propriedades voláteis].
Assim que abrir fervura, despeje toda a água e lave o feijão em água bem quente, para evitar que ‘encrue’ ; lave também a panela e devolva a ela o feijão recém lavado; coloque a outra, que já estará fervendo, num volume de 2½ a 3 vezes o da leguminosa, no exemplo, 2½ a 3 xícaras de água ; tampe e deixe terminar a cocção, sempre em fogo baixo ; de quando em quando, ‘colha’ em uma escumadeira a espuma que for se formando ; dentro de 16 a 20 minutos ... estará pronto !
Quer um feijão mais ‘encorpado’ ? ao final da cocção retire 1/3 a ½ de feijão + caldo e moa no liquidificador ; depois, retorne o creme à panela, incorpore e ... voilà !
BOM PROVEITO ! ! Nick.
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário