segunda-feira, 28 de setembro de 2009

cereais e feculentos

A tal receita de cereais, e outra de feculentos







O PREPARO DE CEREAIS E FECULENTOS.

“ALCALINIZE–SE JÁ ! !” ; como todos sabemos, a acidez é uma das responsáveis pela maior parte dos desequilíbrios do nosso metabolismo ; causa grandes males, cansaço, perda de energias, fraqueza ; pode causar várias doenças e está por detrás de toda queda na imunidade em nossos corpos.
A acidez é combatida a todo o custo pelo organismo, pois o sangue é alcalino por natureza.
Caso nossa alimentação seja acidificante, todo o corpo se mobiliza para neutralizar os ácidos em excesso, retirando reservas alcalinas do sangue, ossos, tecidos, linfa e órgãos, estressando o organismo ; daí provêm o cansaço, a falta de energia e a fadiga.
Sobre este assunto, entretanto, veremos mais em outra matéria, “Alcalinizantes x Acidificantes”.
Os cereais e feculentos contêm alguma, porém não muita, proteína; entretanto, as leguminosas [feijões, grão–de–bico, ervilha seca, lentilha, e tofu], e os frutos oleaginosos [nozes, castanhas, amêndoas] são mais ricos em proteína do que carnes, leite, ovos e seus derivados [embutidos, queijos, etc.].
Veja mais sobre isto no texto “Desmistificando as Proteínas”.
Os cereais integrais são alimentos importantes para o organismo, por serem fonte de energia, de fácil digestão, e – principalmente o painço, o centeio e a quínua – alcalinizantes do sangue, isto é, retirarem a acidez do corpo.
Além disso, 2 deles – o painço e o alpiste, ambos com casca – são poderosos no combate à labirintite / tinitus (painço) e hipertensão (alpiste) ; doure cada um deles, moa no liquidificador, mantenha no congelador ou freezer, use como tempero nos dias de refeições com cereais.
Os outros cereais – cevada, aveia, arroz, milho, trigo – assim como seus flocos e farinhas, são mais para acidificantes, e devem ser consumidos com cuidado, embora o milho e a aveia tenham menos glúten sendo portanto mais leves na digestão.
Não devem, entretanto, ser eliminados simplesmente da alimentação, pois têm importantes enzimas e aminoácidos, de que não podemos prescindir ; cevada e aveia contêm cromo, para o controle da insulina.
Para se fazer uma boa refeição de cereais, podem–se escolher 2 ou 3 tipos – por exemplo, centeio mais trigo sarraceno mais painço (sem casca) – e começar congelando todos, para matar organismos sensíveis ao frio ; escolher muito bem cada um, retirando todos os grãos pretos, as pedrinhas, outros corpos estranhos ; escolher cada um em separado, e nada de lavar os grãos [a lavagem elimina grande parte das vitaminas hidrossolúveis que ficam na parte de fora dos grãos].
Ao invés de lavar, o que se faz é dourar cada cereal por certo tempo; isto mata organismos e parasitas sensíveis ao calor, além de preparar cada grão para o cozimento, dextrinizando o seu amido.
Veja a seguir uma “tabelinha” de douração : arroz e aveia – até 10 minutos; cevadinha – 8; trigo – 5; aveia – 2; centeio, fubá, milho, quínua e painço NÃO SE DOURAM.
A douração se faz em panela de vidro ou inox [porém não de alumínio, ferro, tefal, ágate, barro, cobre], em fogo alto, mexendo sempre com um utensílio de madeira ou bambu [não de plástico ou alumínio] e cuidando para não deixar queimar os grãos, que ficam inutilizados.
A douração dextriniza o amido dos grãos dos cereais, tornando-os de digestão mais fácil.
Pode–se começar pelo arroz, depois adicionar a cevadinha, depois o trigo, e assim por diante, na mesma panela.
Caso a receita inclua painço, milho, fubá, cozinha–los em separado, para depois junta–los ao arroz quase pronto [faltando uns 2 minutos de cocção].
Enquanto se está dourando os cereais, em outra panela aqueça água à proporção de 2½ ~ 3 vezes [para cada porção de cereal, 2½ a 3 porções de água] ; após a douração, deixe amornar e despeje com cuidado sobre a água fervente, para que não faça muito vapor logo no início.
Adicionada a água, abaixe o fogo ao mínimo [mais que baixo, é fogo quase apagando] e tampe a panela deixando uma fresta para que não espume; o cozimento leva 10 ~ 15 minutos.
Esta cocção em fogo mínimo serve para preservar a vitalidade dos cereais, e não deixar que evaporem suas vitaminas, sais minerais e enzimas ; nos métodos “rápidos” de preparo, eles são perdidos.
Enquanto os cereais cozinham, prepare temperos, que serão colocados ao final do preparo : pimentão vermelho [não verde, nem amarelo], salsinha, bardana, nabo, cebolinha, folhas de salsão, folhas de alho porró [claro, não tudo de uma vez, uns 3 tipos chega] picadinhos, salpicados sobre o cereal, dão um aroma e sabor especiais ; além disso, sua cor favorece a digestão “cerebral” e melhoram o apetite.
No caso do painço, xerém, fubá, quínua, é preciso coze–los mexendo sempre o cereal na panela, para evitar que grudem no fundo e queimem, ou formem grumos.
Após bem cozidos [eles ficam parecendo uma polenta], e estando os outros cereais quase prontos, verte–los por cima, dentro da panela dos cereais, deixando que terminem de cozinhar juntos.
Outra dica é embrulhar a panela com cereais ao final da preparação, deixando alguns minutos ; isto ‘equaliza’ o cozimento, levando a um prato sempre saboroso.
Como acompanhamento dos cereais, pode–se consumir o pão sueco, ou casquinha de pão integral ou, melhor ainda, um pão de vários cereais feito em casa, sem fermento nem ovos, nem farinhas beneficiadas – o pão de trigo germinado [veja a receita específica].
Use também temperos como gergelim, linhaça, pepitas de girassol, sementes de abóbora, sementes de papoula, etc. ; são ricos em fitohormônios e dão um sabor especial aos cereais.
Se estiver com problemas de labirintite ou tinitus, use pó de painço com casca, dourado e moído, como tempero nos cereais [se o caso for de hipertensão, alpiste] ; NÃO OS USE COM FECULENTOS.
Cereais devem ser comidos como a 3a parte de uma refeição; as 2 anteriores são os crus [saladas e folhas verdes] e os legumes [cozidos no vapor, “al dente”].
Ao comer cereais, não misture com feculentos [batatas, cará, inhame, mandioca, mandioquinha], nem com leguminosas [todos os feijões, grão–de–bico, ervilha seca, lentilha], nem com oleaginosos [nozes, castanhas, amêndoas].
O mesmo vale para cada classe dos acima : cada qual em uma refeição; a mistura dessas classes de alimentos é a principal responsável pelas indigestões, gases e barrigas inchadas – e, no dia seguinte, constipações, intestinais [as bem conhecidas e generalizadas ‘prisões–de–ventre’] !
Para fazer as leguminosas, veja o texto específico em “feijões”.
Para fazer feculentos, primeiro lave muito bem cada item, com água quente e escova.
Batata inglesa, batata doce, mandioquinha, inhame, beterraba devem ser preparados com casca.
Inhame e beterraba têm que ser descascados após o preparo ; os outros podem ser comidos com casca.
Cará e mandioca devem ser descascados antes do cozimento e são cozidos, não assados como os outros.
Como no caso dos cereais, asse / cozinhe os tubérculos em fogo mínimo, para não perder o valor das vitaminas e enzimas.
Use sempre pirex para o forno e panelas de vidro, ou inox ; fuja do alumínio, tefal, ágate, cobre, ferro, barro – estes materiais soltam resíduos venenosos ou retêm produtos tóxicos e os passam aos alimentos.
Veja os perigos desses produtos, especialmente do alumínio, no “Memória e Alzheimer”.
Os feculentos também podem ser preparados assados : depois de bem lavados, coloque em forma de pirex, com outra forma igual com tampa, e asse em forno quente ; os tubérculos geralmente levam 1 hora a 90 minutos para assar ; seu sabor, porém, é surpreendente !
E, claro, todas as qualidades alimentares ficam preservadas.
Experimente, você vai se surpreender com os sabores e, mais ainda, com os resultados ; você pode também fazer um purê com os assados, usando óleo e temperos --- coisa de “comer rezando ...”.
BOM APETITE ! Nick.

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