quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ALERTA SOBRE ADOÇANTES ...

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ADOÇANTES – só é gordo quem quer.
adaptado de artigo por Maria Carolina do Nascimento.
Médica Endocrinologista, Doutora em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina da USP, Maria Carolina do Nascimento é a autora do artigo abaixo ; é um alerta aos usuários de edulcorantes, que vale a pena conferir.

Os adoçantes dietéticos e seus limites.

Os chamados adoçantes dietéticos, isentos ou com baixíssima carga calórica, foram criados com a intenção de fornecer sabor semelhante ao açúcar e não ser metabolizado como ele, para diminuir muito o transtorno das pessoas que apresentem comprometimento total ou parcial do pâncreas em fabricar insulina.
Porém, o fato de um bolo ser feito com um adoçante dietético ao invés do açúcar não abre ao diabético a possibilidade de fartura ; o único beneficio, a principio, é a prevenção da súbita elevação dos níveis de açúcar em uma pessoa com dificuldades na sua metabolização.
Farinha de trigo – geralmente a branca –, manteiga, fermento, são todos ingredientes mesmo dos bolos mais simples e todos estes produtos, em maior ou menor tempo, são absorvidos diretamente como açúcar [caso da farinha de trigo] ou como ácidos graxos e glicerol [caso da manteiga, margarina ou outra gordura], e todos estes elementos são carregados de calorias.
Ou seja, mesmo nas pessoas diabéticas o beneficio dos adoçantes é meramente parcial, sendo extremamente importante o controle quanto ao aporte calórico total, com uma boa distribuição durante as 24 horas do dia para não haver grandes picos no nível do açúcar sanguíneo nem tampouco níveis constantemente altos.
Porém, hoje em dia os adoçantes dietéticos não participam somente da vida dos diabéticos, mas fazem parte do crescente universo de uma população que engorda vertiginosamente e vai se agarrando a tudo que pareça ajudar no intento de comer o que quiser e não engordar.
LEDO ENGANO ...
O maior consumo per capta do mundo de produtos diet / light é dos EUA, e nem por isso a população americana para de engordar.
De inicio, Diet era o produto sem açúcar, originalmente destinado a diabéticos ; Light era um adjetivo destinado a produtos com baixa caloria por conterem menos gordura e nada de açúcar se o produto precisasse de sabor adocicado ; indivíduos com elevados níveis de colesterol foram o primeiro alvo dos chamados Produtos Light.
Hoje os dois termos – diet e light – são usados indistintamente e têm o mesmo significado : baixas calorias por isenção de açúcar e / ou diminuição da quantidade de gordura ; por isto o termo diet / light.
Porém, se as gorduras hidrogenadas só há pouco passaram a ser questionadas quanto aos danosos efeitos colaterais à saúde de quem as consome, os adoçantes dietéticos já enfrentam a sociedade científica desde “os idos de 1897” quando foi criada a Sacarina, sendo este o primeiro adoçante, obtido a partir de um subproduto do petróleo e entrando em uso comercial em 1990.
Muito se tem questionado desde então quanto aos seus possíveis efeitos deletérios no organismo humano.
A maior parte dos atuais adoçantes artificiais no mercado brasileiro são também aprovados nos EUA, com níveis de segurança teoricamente difíceis de serem ultrapassados.
O Aspartame tem sido a bola da vez no quesito danos relacionados ao uso, tendo sido incriminado como causador de diversas doenças, e a mais constantemente citada como possível resultante do uso de aspartame é uma síndrome semelhante à esclerose múltipla, em que os movimentos voluntários








são interrompidos em tempos variáveis por outros que não resultam da vontade do individuo ; a evolução é errática e vai inicialmente transtornando a qualidade de vida da pessoa, para depois dificultar e impedir a continuidade da vida.
A maior parte destas divulgações são feitas a partir da Internet e não são fundamentadas em trabalhos científicos, não havendo provas irrefutáveis de quais doses deste saboroso adoçante possam trazer algum problema.
Aspartame é obtido a partir de fenilalanina e ácido aspártico, não devendo pois ser usado par pessoas com fenilcetonúria, uma rara doença congênita pesquisada ao nascimento com o teste do pezinho.
O aspartame não deve ser levado a altas temperaturas, já que perde o poder adoçante e talvez, neste caso, formem-se complexos tóxicos.
O Ciclamato é contra indicado para pessoas com problemas renais e aos hipertensos, já que apresenta sódio na fórmula e, como já se sabe, ele aumenta os níveis pressórios e, em pacientes renais, é excretado com maior dificuldade ; mesmo nestes casos, entretanto, o uso das doses habituais está muito longe de riscos.
A Sucralose é adoçante obtido a partir da modificação da sacarose – açúcar, de cana ou beterraba – e tem sabor agradável ; vai se estabelecendo como boa opção na substituição do açúcar.
A Stévia, com a virtude de ser o único adoçante “dietético” natural, ainda agrega as qualidades de não ser metabolizada e resistir a altas temperaturas.
Este triunvirato de qualidades faz da stévia a grande vedete dentre as substancias usadas em lugar do açúcar.
A planta que da origem a este adoçante é originária da Serra do Amambaí, entre o Paraguai e o Sul do Brasil, e já tinha seu poder adoçante reconhecido pelos índios.
Outro beneficio muito explorado pela indústria de adoçantes é que não favorece a ocorrência de caries, dado o fato das bactérias patrocinadoras da carie nutrirem-se de açúcar.
Virtudes e defeitos, riscos e segurança, somente o tempo nos dirá e os estudos nos darão a certeza.
Todos os adoçantes dietéticos são sempre indicados aos diabéticos, no tratamento da obesidade, e algo discutível em quem visa se proteger dos efeitos do açúcar.
Como a faixa de segurança dificilmente é alcançada, procure seu medico para obter informações sobre cada produto.








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