terça-feira, 4 de novembro de 2008

Somos o que comemos

SOMOS O QUE COMEMOS ... .

considerações sobre “higienismo” e a alimentação de hoje em dia

Higienismo é um termo novo, desconhecido da maioria de nós; seu conceito, no entanto, de novo não tem nada; sua origem remonta à Grécia Antiga; vem de HIGIEA, a deusa helênica da saúde.

Cá entre nós, é um termo que causa certa confusão e então eu o chamo de “nutrição clássica”.

Higienismo foi o termo forjado pelos fundadores da Escola Higienista, um ramo da medicina naturalista que teve início em meados do Século XIX, nos estados Unidos.

Fundada por três médicos, essa escola tem se difundido entre os países do hemisfério norte e defende preceitos de cura dos males que nos afligem – cura, não tratamento – somente com o uso de alimentação, sem remédios.

Estranho ? pois, não é não ! desde os tempos de Aristóteles e mesmo antes deles, a nutrição clássica tem salvo muitas pessoas e melhorado sua qualidade de vida de forma espetacular.Na atualidade, nesta época de globalização generalizada, o estranho é que ainda seja tão desconhecido entre nós o conceito, aplicações e benefícios da nutrição clássica na alimentação e na vida das pessoas.

O conceito de nutrição clássica considera que as doenças nada mais são que sintomas de poluição corporal; produtos artificiais, toxinas, poluição e sujeiras nos alimentos processados; metais pesados, venenos tóxicos, antibióticos, adrenalina, anabolizantes, bactérias, vermes e parasitas nos produtos de origem animal; um procedimento alimentar desregrado e um excesso de comida; todos são fatores que, aos poucos, vão desequilibrando nossas funções vitais e nos provocando os conhecidos ‘males do século’ – prisão de ventre, desequilíbrios emocionais, tumores, gastrites e outras ‘ites’, distúrbios circulatórios, AVCs, infartos, diabetes e outras das chamadas “doenças”.

A nutrição clássica apregoa que a limpeza do organismo é a chave para a reconquista da saúde, física e mental; quanto maior for o grau de limpeza de um organismo vivo, tanto maior será seu nível de vigor, energia, disposição, lucidez.

Procedendo a – e mantendo – uma desintoxicação interna em nossos corpos, seus fluidos vão se purificando e readquirindo sua alcalinidade original; por outro lado, vamos eliminando as antigas matérias mórbidas, tóxicas, ácidas, corrosivas e inorgânicas de nossos sistemas, liberando assim a sobrecarga no funcionamento dos órgãos.

Mas, qual a vantagem ? ora, sem sobrecarga, o corpo funciona melhor, E POR MAIS TEMPO !

Os procedimentos de nutrição clássica são simples, porém de qualidade; sua base é de produtos naturais, não fermentados nem industrializados e nem animais; os alimentos crus vêm em primeiro lugar – frutas, verduras e saladas; a seguir, os parcamente cozidos – em geral legumes; então os cereais [integrais] ou feculentos [tubérculos, raízes, rizomas], de preferência assados,; como complementos, leguminosas – os feijões –, frutos e sementes oleaginosos, castanhas; consumidos na ordem e em misturas corretas, cada qual irá fornecer ao corpo os carboidratos, proteínas e lipídios exatamente necessários para alimentar as células e alcalinizar o sangue do organismo.

Uma vida com nutrição clássica é também simples, porém com grandes atributos de bem estar, lucidez e longevidade; alimentação frugal, exercício diário, liberação das tensões cotidianas; todos são fatores que promovem a qualidade de vida.

Portanto, somos o que comemos, e a escolha é nossa [bem, às vezes, nem tanto; a maioria é “levada de enxurrada” pela mídia . . .] e podemos perfeitamente ir migrando a um procedimento de alimentação frugal, porém de alta qualidade, que nos livrará de todas as nossas doenças [aliás a palavra doença, em inglês é disease, um termo cunhado pelos naturalistas americanos e que significa literalmente falta de sossego], tornando–nos as pessoas brilhantes e felizes que podemos ser por natureza e direito.

Boa sorte ! Nick.

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